Microsoft oferece U$ 44,6 bi para comprar a Yahoo!
Postado em 1 fev 2008 por Emmanuel Macêdo
A Microsoft fez uma proposta para compra do Yahoo!, nesta sexta-feira, com o valor de US$ 44,6 bilhões. O objetivo da empresa é aumentar sua competitividade no mercado de serviços on-line, e, principalmente, das ferramentas de busca. Tentar, de vez, concorrer com a Google.
Em comunicado, a gigante do setor de software informou que o acordo iria criar uma empresa mais eficiente, com uma sinergia total de US$ 1 bilhão por ano, com a geração de mais valor para os anunciantes e eficiências operacionais.
A Microsoft também revelou que já tem desenvolvido um plano para integrar os funcionários das duas empresas. A expectativa da Microsoft é de obter aprovação regulatória para o acordo, com sua conclusão prevista para o segundo semestre de 2008.
Reerguer a empresa
O anúncio foi feito antes da abertura dos mercados nos Estados Unidos, um dia depois que o ex-chefe-executivo do Yahoo Terry Semel deixasse a diretoria da empresa.
A partida de Semel acontece depois que o Yahoo anunciou um projeto de redução de pessoal de 1.000 empregados como parte de um esforço para revitalizar a companhia.
O co-fundador do Yahoo Jerry Yang substituiu Semel como diretor-executivo para reforçar os lucros da firma californiana e o preço das ações.
O Yahoo sofreu uma queda em seus lucros no quarto trimestre de 2007 e no conjunto do ano, e advertiu que 2008 seria igualmente difÃcil, enquanto enfernta uam reorganização para incrementar sua principal fonte de rendas, as vendas de publicidade.
A empresa registrou um lucro lÃquido no quarto trimestre de US$ 205,7 milhões, uma queda de 23,5%, e para o conjunto do ano um lucro em baixa de 12,1%, a US$ 660 milhões.
Atualmente, seu concorrente, a Google, embolsa mais de 32% de suas rendas de publicidade na internet em nÃvel mundial, contra menos de 20% para o Yahoo, depois de há apenas dois anos os dois grupos registrarem posições muito próximas.
O Yahoo foi fundado em 1994 pelos estudantes Jerry Yang e David Filo, da Universidade de Stanford. A empresa tem sede em Sunnyvale, na Califórnia (EUA).
Fonte: G1, Reuters, AFP e Agência Estado
