
Continuando com a nossa série sobre a Expo Y, temos aqui um resumo sobre o primeiro dia do evento.
O NumClique foi conferir as palestras, debates e paineis do evento, e traz para você um pouco do que rolou na segunda, dia 18. Abaixo compilamos as mais interessantes, para quem não pode comparecer sentir um gostinho de tudo que aconteceu por lá.

Nesse painel, debateram Bárbara Thomaz (Babi, VJ da MTV e ruiva profissional), Maestro Billy (som na caixa – sim, o do Caldeirão do Huck), Rafael Soares (trainee na Whirpool, empresa de eletrodomésticos) e João Pastore (da Google). Os principais pontos abordados foram rotina, estabilidade, competitividade e os maiores prós e contras de cada tipo de carreira.
Babi destacou como vantagem de seu tipo de carreira pontos como o networking amplo e o dinamismo. Mas ressaltou: questões como a falta de estabilidade, a concorrência e a necessidade de estar sempre na mídia para poder avançar na carreira devem ser levados em conta antes de se tomar esse rumo.
Maestro Billy, que além de botar som na caixa para o Luciano Huck, também é DJ e tem uma produtora de eventos, mostrou que a falta de rotina invejada por tantos também pode ser o principal problema. “Você não tem 13º, férias remuneradas, nada”, destacou. “Enquanto você tá na balada se divertindo, eu tou lá trabalhando”, contou ele, em relação aos contras de atuar como DJ.
Rafael, que escolheu a carreira corporativa, lembrou que ainda há espaço para os jovens nesse mercado. Porém, sobre os conflitos entre profissionais de diferentes idades, ressaltou: “É preciso saber lidar com todas as gerações. X, Y, Baby Boomer…” Segundo Rafael, muitas pessoas da geração Y mantém um pensamento ambicioso que pode ser surreal, querendo mudar de empresa e subir de cargo anualmente – ou mesmo a cada poucos meses. “É preciso ter cuidado com trainees arrogantes”, comentou.
Pastore ajudou a desmistificar as histórias sobre trabalhar na Google. Segundo ele, as redes, mesas de ping pong e outras regalias estão sim lá, à disposição dos profissionais, mas o que falta é oportunidade para usá-las. “Geralmente, só na sexta, depois das 18h, quando os clientes não ligam mais e o trânsito não ajuda”. Ele confirmou, porém, que a empresa tem uma política de manter o local de trabalho o mais agradável possível, para que os profissionais se sintam sempre “em casa”. Destacou também que a Google preza pela inovação, motivando seus funcionários a ter sempre um “pensamento Y”.
Nesse painel, debateu-se uma tendência do marketing que vem crescendo a passos largos: ações de marketing em formato de jogos. Nesse painel, Mitakazu Koga Lisboa (Hive Entertainment, líder em advergames no Brasil), Roberto Martini (Cubo.cc), Alexandre Maron (Editora Globo) e Rafael Lopes (Axe).
Martini e Lopes já possuiam uma parceria antes do evento, e apresentaram o case no painel: a gamificação das campanhas foi um passo importante na mudança da marca Axe, que antes possuía pensamento conservador no marketing, e agora é pioneira dentro do grupo Unilever em assuntos do gênero. Martini também levantou alguns dados importantes acerca dos jogos: 90% das pessoas joga algum tipo de jogo – digital ou físico – esporadicamente. Com social games e jogos casuais entrando como tendência, esses números devem aumentar ainda mais.
Alexandre Maron é tão pioneiro no ramo que já estudava – e elaborou uma tese – sobre o assunto desde antes mesmo de o termo gamificação ser cunhado. Outro diferencial também é o fato de Maron trabalhar na editora Globo, que torna bem curioso o trabalho exercido por ele dentro da empresa. Ele mostrou cases de campanhas lançadas por revistas da editora, e como essas iniciativas deram retorno aos produtos.
Não há dúvidas de que o Edney Souza é referência em mídias sociais. Na palestra sobre profissionalização e monetização de blogs, ele contou sua trajetória, desde quando trabalhava com sistemas de informação e começou a dar dicas de informática pelo seu blog, e mostrou aos presentes diversos aspectos que devem ser levados em conta na hora de se tornar um blogueiro profissional. Quem quiser saber um pouco mais sobre o que foi falado, pode conferir esse post no blog dele e os slides apresentados na palestra (além de vários outros) na página dele no SlideShare.
Amanhã você confere a entrevista que o Edney concedeu ao NumClique, além de outras com vários participantes do evento.

Cass Phillips
Todo o mundo pensa ou pensou, em algum momento, em abrir a sua empresa. Mas e se ela não der certo? Como lidar com isso? Como evitar que se repita? Para responder essas e outras perguntas, Cassandra Phillips, organizadora da FailCon, subiu ao palco da Expo Y. Ela contou como falhou com sua primeira startup, o que aprendeu com esses erros, e como decidiu iniciar a FailCon. Cassandra disse que, no Vale do Silício, o fracasso de uma empresa não só é compreendido, como é também comum e não marginalizado. A cultura de negócios daquela região compreende que todos erram, e que aprende-se com esses erros. Entre vários cases (incluindo o dela própria) de erros que depois foram cruciais para o crescimento profissional de seus protagonistas, Cass mostrou que passos tomar para identificar erros operacionais, estruturais ou de qualquer outro gênero que possam atormentar as empresas iniciantes, e o que fazer para evitá-los ou, quando eles ocorrem, combatê-los.
Cass revelou que pretende trazer a FailCon ao Brasil em janeiro de 2012, como uma forma de ajudar a desmistificar a ideia de que fracassar em um empreendimento é sinal de incompetência. Segundo ela, em muitos países – o Brasil incluso – o fracasso é um fardo carregado por toda a vida do empreendedor, mesmo que ele alcance sucesso em outros projetos. Um dos objetivos da FailCon é reunir investidores, para mostrá-los que, porque uma startup não deu certo, não significa que seus idealizadores não tenham talento para empreender – tampouco significa que eles não merecem uma segunda chance desses investidores.
O NumClique vai cobrir toda a Expo Y. Isso se a gente não morrer sufocado com a poluição, antes.
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