A maioria das mulheres da Campua Party está nas áreas de blogs, música e design. Encontrá-las nas bancadas de softwares ou desenvolvimento é uma tarefa complicada. Resolvi encarar o desafio auto-imposto e saí em busca de alguém com cromossomos “x” duplicados em verdadeiros desertos formado por dunas de testosterona.
Na primeirra olhada, não encontrei nada. Só homem, computadores, homens, computadores, um cara de cabelo comprido e computadores. Resolvi perguntar.
- Você conhece alguma mulher que programa?
- Cara, eu acho que vi uma aqui ontem, mas não tenho certeza.
- Não tem certeza de quê?
- Não tenho certeza se era uma mulher ou um cara de cabelo comprido!
Estava para desistir quando, ao longe, avistei um oásis de estrógeno. “A bendita fruta entre os homens” se chama Patrícia Fisch e é desenvolvedora de ferramentas livres e gerente de projetos do Projeto Software Livre do Paraná. Ou seja, ele coordena homens, 28 ao todo. Na entrevista abaixo, ela fala sobre as dificuldades que as mulheres encontram na área e acredita que, aos poucos, o jogo está mudando.
Depois que conversei com uma, me empolguei e fui procurar outra. Duas bancadas depois, encontrei Larissa Piovezani, estudante de ciência da computação do interior de São Paulo. Segundo ela, ainda existe um pouco de discriminação dos colegas. “Tem coisa que a gente faz que eles não acreditam e ficam perguntando onde que a gente copiou”, explica.
Mesmo estando em um evento lotado de homens Por estarem em um evento lotado de homens, elas fazem de tudo para não descuidarem do visual. Apesar das dificuldades técnicas (banheiros sem espelhos, barracas apertadas e água fria), as campuseiras estão conseguindo manter o look em dia.
Ana Dória, analista de marketing, teve que falar sobre a vaidade feminina enquanto tentava se maquiar. Esse blogueiro não entendia como o momento era sagrado. Homens, todos iguais!
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