Quem que trabalha na área de design e nunca ouviu a frase: “Tenho um sobrinho (lê-se: filho, primo, conhecido) que trabalha com deZAIner e ele está cobrando metade deste valor…”.

Não sei vocês, mas sempre que ouço essa frase desisto logo de tentar fechar negócio naquela situação e aguardo o devido retorno da pessoa… pois com a mais absoluta certeza o famoso “sobrinho” vai fazer uma dessas… (vide imagem abaixo)

Se fossemos brincar do jogo dos 7 erros, iríamos terminar fácil fácil… se fosse o dos 14 erros também…

Sobre a imagem… alguém poderia me explicar, que raio de olho é esse? E esse efeito “cone”no final da perna do M?

Ah… essa “empresa” aí faz sites e é grátis… É pessoal… os “sobrinhos” estão no mercado agora…

O que fazer para concorrer?

Vejo muita gente se tornando verdadeiros prostitutos virtuais, se submetendo a certas situações para combater estes tais “sobrinhos” e com isso se desvalorizando.

Tenho notado a baixa qualidade nos serviços prestados em relação a sites, que é a minha área. Já vi alguns projetos que havia elaborado e compartilhado com certas pessoas se tornarem verdadeiras aberrações por não terem sido tocados com um teor profissional. Além das minhas constatações, sei que uma avalanche de sites estão sendo publicados sem a menor preocupação com acessibilidade, usabilidade e até mesmo habilidade de quem faz. Tudo tem se tornado um verdadeiro show de horrores virtual.

O que fazer para concorrer?

Vendo os valores cobrado pelos “sobrinhos” e tendo as contas para pagar, na hora do desespero, passa pela cabeça a seguinte pergunta: “Por que não?”… Para mim a resposta é simples… Porque não sou prostituto virtual… estudei para isso, me dediquei e só me joguei no mercado quando realmente sabia o que tinha que fazer…

Não estou afirmando que todo “sobrinho” é um prostituto, mas todo prostituto é um sobrinho… sacou?

Entendo que o termo “prostituto” pode ser um tanto pesado e pejorativo para alguns mais puritanos, mas qual o termo para quem em troca de merrecas, simples tapinhas nas costas e crenças na promessa de que “faça este, ele irá abrir várias portas para você”, se submete a trabalhos que são verdadeiras humilhações?

Noto que estas questões irão sempre pairar sobre a internet durante muito tempo, pois o número de “cursos” de webdesigner que se espalha pelas cidades é algo astronômico… Para estes, fica a frase dita pelo Antino: “Quem sabe faz, quem não sabe ensina”…

Recebi um link via twitter pelo Mário Aragão onde podemos constatar um exemplo de um “sobrinho” atuando no mercado… Fernando Valente – O Cara… torço muito para que seja de comédia…

Este flagra foi encontrado pela nossa leitora Miucha

Publicado em

14
de novembro de 2008

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