Crise econômica mundial na língua do Ceará

Postado em 4 dez 2008 por Antino Silva

Para quem não entendeu ou não sabe bem o que é ou o que gerou a
tal crise americana, segue um texto explicando a fuleragem para
qualquer menino véi do buchão entender.

É assim: O Jeremias, Beição pros mais chegados, tem um bar lá no
conjunto Jereissati I, em Maracanaú, e se toca que o jeito é vender a
caninha no fiado porque a mundiça tá sempre lisa e num é todo dia que
tem bico pra fazer e levantar um enche-bucho.

Mas como ele né nem abestado, aumenta uma merreca no preço da dose,
já que só vai receber no fim do mês. Esse aumento a negada metida a
besta chama de sobrepreço.

O gerente do banco do Beição, um fela que se acha muita merda, chei
de nove hora só porque estudou na Capital do Ceará, diz que as
cadernetas das dívidas do Bar do Beição e grana são a mesma coisa.
Então ele começa a emprestar grana pro Beição tendo o pindura dos
papudins na caderneta véa como garantia.

Um outro magote de besta, gente graúda do banco, se confia na
caderneta do Beição e começa a gastar esse dinheiro por conta,
abrindo uma porrada de CDB, CDO, CCD, BMW, UTI, SOS e o carái a quatro
que ninguém sabe que diabéisso.

E essa ruma de letrinha começa a animar a negada do Mercado de
Capitais de uma tal de BM&F (uma coisa de gringo aí, onde o cabra tem
que ser peitudo pra colocar dinheiro e, depois de um tempo, ou fica
estribado ou se lasca todim).

Sei que esses bichos gostam da notícia e, mesmo sem saber que tão
dependendo da caderneta do Beição, começam a gastar por conta
também.

Como tá todo mundo negociando o dinheiro do Beição como se fosse
coisa séria e mais garantida que caganeira depois de sarapatel
estragado, o dinheiro dele começa a rodar o mundo todo e tem nego em
73 países mexendo nesse dinheiro.

Até que alguém descobre que os fuleragens dos clientes do Beição
tão tudo lascado e não vão pagar as contas. O Beição se arromba,
vê que cagou o pau e tem que fechar o bar. Aí…
A negada que contou com o ovo no boga da galinha …. tá fudida!

P.S: Juro que não tinha entendido os motivos da crise até ler esse texto no Prosa Sem Rumo.

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  1. Comentários

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    Joares Miranda
    em 5 dez 2008

    Responder este comentário

    hahahahaha… Adorei o texto!!!

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