
A indústria fonográfica adora esbravejar aos quatro ventos que “quem baixa música pela internet está cometendo crime”. O problema é que isso soa como um grito desesperado de um setor que não conseguiu se adaptar às novas tecnologias. As grandes gravadoras esperaram que os internautas inventassem um monte de ferramentas para compartilhamento de músicas para acordarem. Mas já era tarde demais.
“Crime! Crime!”, gritam os empresários. O engraçado é que compartilhar músicas antigamente não representava nenhuma infração. “Pessoas gravam k7 e compartilham com amigos”, nunca ocuparia uma linha em nenhum jornal nos anos 80. O que acontece hoje é a potencialização das cópias k7 feitas para amigos. A diferença é que o seu “amigo” pode morar na Letônia e nunca ter falado com você.
Continuar gritando que baixar músicas pela internet é crime não adiantará de nada. Quem faz esses downloads não acredita nisso (e não acreditará nunca). Segundo uma pesquisa feita em 2006 e publicada no site da Associação Brasileira de Produtores Musicais, quem mais compartilha músicas online são estudantes universitários. Ou seja, pessoas que estão na fase do “foda-se tudo”.

Pior do que ouvir empresários choramingando (“Buááá! Vocês estão me roubando. Buááá!) é ver que existem artistas que endossam o choro. Qual é? Estão defendendo os seus carrascos? Eles dão as migalhas das vendas de CDs para eles e ainda são defendidos?
“Cantores e músicos de todo o Mundo, uni-vos!”. Quebrem os laços de dominação e joguem as suas músicas na rede, fiquem conhecidos e ganhem dinheiro com shows. Sejam livres e façam o seu público feliz. A indústria fonográfica que se lasque. Seja a indústria. Garanto que ganharão muito mais.
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